AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA – A avaliação escolar por meio de uma plataforma de correção on-line de redações

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PARTE 3

Neste ponto da discussão em que nos encontramos, é preciso destacar que, em matéria de avaliação, é sobretudo o contexto de aplicação o que determina a função. Isso quer dizer que um mesmo instrumento (o teste, por exemplo) pode ser utilizado para uma avaliação diagnóstica, formativa ou somativa. Em última instância, até mesmo a fronteira entre essas modalidades pode ser questionada.

Relativamente à avaliação de tipo diagnóstica, vale destacar que a sua intencionalidade somente será integral ao se compreender que o ato de diagnosticar exige uma ação em sequência; do contrário, toda ação avaliativa se perderá por inação. 

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA: O que é e para que serve

Após a leitura das partes 1 e 2 deste artigo, seguimos para compreender que a avaliação diagnóstica, sobretudo quando tratamos de avaliação de tipo escolar, é aquela que, realizada no início do ano ou do ciclo letivo, visa validar se os objetivos de aprendizagem esperados até então foram ou não alcançados pelos alunos, de modo a orientar a sequência do trabalho pedagógico do professor, que se materializará no ciclo letivo vigente.

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Características básicas

A avaliação de tipo diagnóstica deve:

  1. Ser aplicada no início de um ciclo letivo, como ponto de partida para o trabalho pedagógico;
  2. Considerar as conquistas de aprendizagem obtidas até então e avaliar o trabalho pregresso;
  3. Derivar em um conjunto de dados (qualitativos e/ou quantitativos) que, após sistematizados, orientem a ação inicial do professor;
  4. Ser suplantada por avaliações de caráter formativo, aplicadas ao longo do processo de ensino-aprendizagem.  

Quando utilizar?

As avaliações diagnósticas devem ser utilizadas sempre como ponto de partida de qualquer processo de ensino-aprendizagem. Dessa forma, a indicação principal é que se realize a cada início de ano letivo, mas há situações excepcionais que a podem indicar para outros momentos, como em casos de estudantes que são transferidos de escola no meio do ano letivo, ou mesmo no caso da atual pandemia de coronavírus, que acabou por restringir as atividades letivas ao modelo remoto por um longo período. Para a volta às aulas presenciais, o próprio Conselho Nacional de Educação já aprovou três pareceres (05, 09 e 11), que, entre outros, indicam a prática da avaliação diagnóstica. 

Como fazer?

Como já mencionado nesta série de artigos, não existe “receita pronta” no que se refere à educação. Diversos formatos de como realizar avaliações diagnósticas podem ser estabelecidos. Tudo vai depender do segmento de ensino, do contexto escolar e da disponibilidade de instrumentos aos quais o professor pode recorrer. É fundamental observar o seguinte:

  1. Tenha claro quais habilidades você deve verificar na avaliação;
  2. Pesquise sobre o melhor instrumento para a avaliação e sobre o formato ideal, se presencial ou virtual;
  3. Engaje os estudantes para que o teste seja feito com a máxima seriedade por eles;
  4. Organize a avaliação para que você possa sistematizar os resultados, agregando-os para toda a turma ou segregando-os por alunos ou grupos de alunos (a segregação de dados é importante para que o alcance do diagnóstico ultrapasse a mera geração de dados sobre médias);
  5. Tenha os resultados como ponto de partida do trabalho com as turmas e utilize avaliações de tipo formativa ao longo do processo.

Conheça aqui um exemplo →

Avaliando com a Redigir

  1. De acordo com o objetivo da avaliação, escolha um ou mais temas de redação na Plataforma Redigir.
  2. Em seguida, crie a(s) atividade(s) na Plataforma. É possível aplicá-la(s) presencialmente, em formato de prova, recolher as redações e encaminhar ao sistema de correção pelo AVR (assim os estudantes não têm contato com a atividade previamente). Em todo caso, se a forma de avaliação construída por você permitir a execução remota, basta programar a janela de envio das tarefas pelos alunos, por meio do App. Nesse segundo caso, ao longo da janela de envio, monitore o engajamento dos alunos e estimule-os a escreverem o texto. Use a verificação de engajamento disponível no menu currículo.
  3. Oriente os estudantes sobre a execução da atividade. Se necessário, use o sistema de notificações da Plataforma Redigir.
  4. Após as correções dos textos, navegue pelos relatórios do AVR. É possível verificar os níveis de proficiência e também os rankings de erros. Neste segundo caso, trata-se de uma lista mais objetiva de objetos do conhecimento ainda não dominados pelos alunos. 

DICA: é possível consultar os dados de modo agregado, ou seja, para toda a turma, ou desagregado, isto é, apenas para um aluno.

  1. Organize a etapa inicial do trabalho para atender às principais limitações identificadas. Cuidado, pois muitas vezes os problemas são tantos que é impossível tratar de todos ao mesmo tempo. Logo, prepare-se para a possibilidade de ter de fazer escolhas difíceis, mas necessárias: saiba eleger prioridades!
  2. Siga monitorando todo o processo de ensino-aprendizagem. Com a Plataforma Redigir também é possível fazer avaliação formativa.
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