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EDITORIAL é um texto de caráter informativo-argumentativo, veiculado na imprensa (jornais, revistas). As informações, a partir das quais o editor defenderá seu ponto de vista, como que adiantam uma das matérias mais importantes do jornal ou da revista – quase sempre a matéria da capa. Editorialistas, jornalistas e repórteres não têm as mesmas funções. Enquanto jornalistas e repórteres devem ser imparciais, quer dizer, devem registrar fatos sem opinar sobre eles, o editorialistas opinam, vez que não têm o compromisso com a imparcialidade. Geralmente, o Editorial surge logo nas primeiras páginas do jornal ou da revista.

Como fazer um EDITORIAL?

O texto é breve – aproximadamente, 25 linhas. A linguagem é simples e objetiva, vez que se pretende atingir todo tipo de leitor. O texto pode ser intitulado.

Quando escrever em 1.ª pessoa, ou seja, quando manifestar seu posicionamento particular sobre os fatos, o editorialista deve assinar o Editorial; nas provas, se não houver instrução diferente, recomenda-se assinar apenas “O editor”. Quando o Editorial retratar o posicionamento da revista, é dispensável a assinatura.

Confira o Editorial abaixo:

 

Democracia e responsabilidade

Está na hora de cada brasileiro participar, no limite de suas capacidades, do processo político que é a coroação da cidadania

Editorial O Estado de S. Paulo

Ganha cada vez mais aceitação no País a ideia de que os políticos são tão corruptos e desinteressados dos anseios nacionais que só resta afastá-los todos – prendê-los seria melhor, para evitar que reincidam – e entregar o Executivo e o Legislativo ao controle do Judiciário ou, talvez, das Forças Armadas.

Essa solução radical, segundo os que a defendem, atenderia finalmente aos reclamos dos brasileiros fartos da mendacidade dos políticos, os quais seriam incapazes de representar o povo que os elegeu.

O poder, então, seria exercido por pessoas consideradas acima de qualquer suspeita, não apenas incapazes de qualquer malfeito, mas principalmente conscientes das reais necessidades do País, ao contrário dos políticos.

É assim, enamorados de saídas fáceis para questões complexas, que muitos cidadãos brasileiros – não apenas entre os apedeutas, costumeira massa a serviço do radicalismo redentor, mas também entre os que dispõem de meios de se informar – começam a admitir que a democracia seja destruída. Seria a única resposta possível para a degradação moral que atinge o País.

Disponível em:

http://noblat.oglobo.globo.com/editoriais/noticia/2017/10/democracia-e-responsabilidade.html

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O que é e como fazer um Editorial?

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