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Escrever bem não é, necessariamente, escrever muito!

Cuidado com expressões vagas, imprecisas, empoladas, empoeiradas – quase sempre mostram falta de conhecimento e “enrolação”!

Por exemplo:

A Revolução Industrial é responsável pelos principais problemas por que passa a humanidade hoje em dia. Em especial, no Brasil, é preciso que o Poder Público, em conjunto com a sociedade civil, envide esforços para, se não solucionar, pelo menos, minimizar os reflexos da questão, sob pena de desestruturar-se a Economia.

Resultado de imagem para como assim?

Note que, ainda que atento à gramática normativa, ao padrão formal da linguagem – qualidades importantes da escrita – no parágrafo acima não há, de fato, uma argumentação válida.

De fato: 

  1. Por quais problemas a humanidade passa hoje em dia?
  2. De quais reflexões, de quais questões se fala?
  3. Desestruturar-se a Economia do Brasil ou do mundo? Como? Por quê?

 

Outro exemplo de argumentação inválida: 

Há muito tempo aconteciam coisas graves às mulheres, mas algo mudou. Em muitos países há mulheres que ocupam certos cargos na política, exatamente porque elas se rebelaram, como aconteceu na queima dos sutiãs. Desde que Emma Stone falou sobre o feminismo, as mulheres a cada dia conseguem mais empregos em quase toda parte do mundo.

De fato: 

  1. há muito tempo aconteciam coisas graves às mulheres, mas algo mudou: há quanto tempo?, o que acontecia?, com quais mulheres?, por quanto tempo, por que não acontecem mais?, o que mudou?
  2. em muitos países: quais?
  3. há mulheres que ocupam certos cargos na política: quais mulheres?, quais cargos?, desde quando?
  4. como aconteceu na queima dos sutiãs: o que foi isso?, quando aconteceu?, aonde?
  5. desde que Emma Stone falou sobre o feminismo: quem é Emma Stone?, quando falou?, onde?, falou o quê?
  6. as mulheres a cada dia conseguem mais empregos em quase toda parte do mundo: quais mulheres?, todas?, em qual setor elas têm se empregado?, em quais partes do mundo?

E então?

Para evitar os períodos imprecisos, releia o texto que você escreveu, questione-o, perceba se não há lacunas a serem respondidas. Não se dê por satisfeito com a primeira leitura: revise o texto, rerrevise o texto!

Fique por aqui! Que tal saber um pouco mais sobre Generalizações?

 

Escrever bem não é escrever muito

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